ESTAMOS VIVENDO EM UMA SIMULAÇÃO DE COMPUTADOR?

O bilionário Elon Musk acha que existe uma grande possibilidade

Nós humanos não conseguimos processar a verdadeira natureza do universo. Nossos sentidos e cérebros podem processar somente uma fração do mundo. Então temos que usar conceitos e ferramentas para aprender acerca da verdadeira natureza da realidade. O progresso tecnológico não só expandiu nosso conhecimento sobre o universo, como nos fez ficar ligado a possibilidades inquietantes que podem sugerir que não vivemos em um mundo ”real”.


VIvemos em um grande vídeo-game?


Como sabemos que não fazemos parte de uma simulação? Nós não saberíamos necessariamente disso. A ideia de que o universo é uma simulação soa mais como o enredo de “Matrix”, mas é também uma hipótese científica legítima.


São inúmeros os filmes que pretendem replicar essa ideia, ou algo próximo de uma realidade simulada por uma possível sociedade mais avançada. O já mencionado “Matrix” descreve um futuro distópico no qual a realidade, como percebida pela maioria dos humanos, é, na verdade, uma realidade simulada chamada "Matrix", criada por máquinas sencientes para subjugar a população humana, enquanto o calor e a atividade elétrica de seus corpos são usados ​​como fonte de energia.


Outra indústria que utiliza bastante simulações é a indústria de jogos, que lançam títulos atrás de títulos com funções e objetivos diferentes. Fato é que em menos de 100 anos saímos de jogos extremamente básicos para jogos de realidade virtual aumentada jogados simultaneamente por milhões de pessoas. Quem sabe o que será dos jogos daqui há 10000 anos? Talvez a ideia de um “The Sims” perfeito e completamente parecido com o que vivemos não seja tão absurda.


Principal Tese


O bilionário, CEO da SpaceX e Tesla, Elon Musk acredita que existe apenas uma chance em um bilhão de que estamos vivendo em uma “realidade base”, ou seja, o que você aprendeu e escutou durante sua vida que tudo isso que vivemos é “real” e não uma simulação. Muito de suas crenças vem da conversa e estudo do artigo de Nick Bostrom, filósofo da universidade de Oxford.



Bostrom publicou seu argumento de simulação computacional em 2003. Ele diz que uma das três proposições a seguir é verdadeira:


1- Praticamente todas as civilizações em nosso ritmo de desenvolvimento serão extintas antes que atinjam a capacidade tecnológica de criar videogames ultrarrealistas.

2- Civilizações com tais capacidades tecnológicas não estão interessadas em executar tais simulações de computador.

3- Nós somos quase certamente personagens vivendo em uma simulação de computador.


Obviamente todas as três afirmações tem contrapontos, você mesmo pode ter imaginado alguns, mas Bostrom não vê problema nisso, tanto que trabalha até hoje nessas implicações.


Contraponto


Mas e as leis físicas e matemáticas? Talvez essa pergunta seja um bom ponto de partida para os que acreditam que vivemos uma simulação. Por exemplo, quanto mais aprendemos sobre o universo, mais parece basear-se em leis matemáticas. Talvez isso não seja um dado, mas sim uma função da natureza do universo em que estamos vivendo. “Se eu fosse um personagem em um jogo de computador, descobriria também que as regras pareciam completamente rígidas e matemáticas”, disse Max Tegmark., cosmologista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "Isso apenas reflete o código de computador no qual foi escrito."


Tais hipóteses de sonoridade existencial muitas vezes tendem a ser essencialmente não testáveis, mas alguns pesquisadores acham que poderiam encontrar evidências experimentais de que estamos vivendo em um jogo de computador. Uma ideia é que os programadores podem reduzir os cantos para facilitar a execução da simulação.


Se há uma simulação subjacente do universo que tem o problema de recursos computacionais finitos, assim como fazemos, então as leis da física têm que ser colocadas em um conjunto finito de pontos em um volume finito.


Implicações Reais


No entanto, provar que o universo é real pode ser mais difícil. "Você não vai obter provas de que não estamos em uma simulação, porque qualquer evidência obtida pode ser simulada", disse David Chalmers, professor de filosofia na Universidade de Nova Iorque.


Bostrom encerrou sua tese apontando que mesmo que vivêssemos em uma simulação as implicações não seriam tão radicais, já que nosso conhecimento do mundo seria tão útil como era antes. Assim como não temos nenhuma indicação de que algo vai acontecer, ou que vão colocar algo novo na suposta simulação, nem saberíamos sobre isso.


Podemos querer enxergar as coisas como quisermos. Uma frase que pode retratar isso é de F. Nietzsche. O filósofo diz que quanto mais você olha pro abismo, chega uma hora que ele olha pra você. Ou seja, se você quer acreditar em algo, vai encontrar e vai mudar a narrativa e significado das coisas para que aquilo faça sentido para você, se não quiser acreditar, também. Toda questão é extremamente subjetiva e filosófica, rodando no que significa realidade e o que isto implica.


A única certeza que podemos ter vai ser quando, e se atingirmos uma simulação perfeita, até lá, flutuamos em discussões e possíveis evidências.

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